Depois do empate na estreia diante do Marrocos, a Seleção Brasileira volta a campo nesta sexta-feira (19), às 21h30 (horário de Brasília), para enfrentar o Haiti pela segunda rodada da fase de grupos. A expectativa em torno da equipe comandada por Carlo Ancelotti segue mobilizando milhões de torcedores em todo o país e reacende um velho dilema entre os fãs do futebol: ouvir o grito de gol do vizinho antes mesmo de ver a bola balançar as redes na própria tela.
Com transmissões distribuídas entre TV aberta, TV por assinatura, streaming, plataformas digitais e rádio, a escolha do meio para acompanhar os jogos se tornou uma decisão importante para quem não quer sofrer com os atrasos na transmissão, conhecidos como “delay”.
Segundo levantamentos técnicos recentes, o rádio e a TV aberta digital recebida por antena continuam sendo os meios mais ágeis para acompanhar eventos ao vivo, com atraso mínimo em relação ao que acontece dentro do estádio.
No caso do rádio, a transmissão acontece praticamente em tempo real, característica que há décadas faz do veículo um dos principais companheiros dos torcedores brasileiros. Já a TV aberta digital, captada por antena, costuma apresentar cerca de um segundo de atraso em relação ao sinal original.
Em contrapartida, plataformas de streaming podem registrar atrasos que podem chegar a até 30 segundos, dependendo da tecnologia utilizada, da qualidade da conexão e dos processos necessários para distribuir o conteúdo pela internet.
A explicação está na própria tecnologia empregada. Enquanto rádio e televisão utilizam sistemas de transmissão direta, os serviços de streaming precisam comprimir, processar, armazenar e distribuir o sinal por diferentes servidores antes de entregá-lo ao usuário.
Ranking dos meios de transmissão
– Rádio – praticamente em tempo real
– TV aberta digital – cerca de 1 segundo de atraso
– TV por assinatura – alguns segundos adicionais
– Streaming com baixa latência – até 5 segundos
– Streaming convencional e plataformas digitais – entre 18 e 30 segundos
“A Copa do Mundo reforça uma característica histórica da radiodifusão brasileira: a capacidade de levar informação e entretenimento para milhões de pessoas de forma simultânea, gratuita e com alta confiabilidade”, explica Andre Vajas, presidente da MIDIACOM Paraíba, entidade que representa oficialmente o setor de radiodifusão no estado.
Além da emoção do futebol, rádio e televisão cumprem um papel fundamental na democratização do acesso à informação. Seja em grandes centros urbanos ou em regiões mais distantes, os dois veículos continuam garantindo que a população acompanhe os principais acontecimentos quase em tempo real.
A tradição também pesa a favor da radiodifusão. Há gerações, os brasileiros acompanham os Mundiais pelas narrações emocionantes do rádio e pelas imagens da televisão aberta, criando uma conexão que atravessa décadas e permanece relevante mesmo diante do avanço das novas tecnologias.









