
Cronista colaboradora do Jornal A União desde 2019, Sandra já possui uma sólida produção acadêmica na área da Comunicação, mas celebra agora sua estreia no gênero literário que sempre admirou. “Já publiquei outros títulos relacionados à minha vida como pesquisadora, mas esta é minha primeira obra como cronista, e por isso O caminho invisível tem um significado muito especial. Sempre fui leitora de cronistas, homens e mulheres, e a Paraíba é privilegiada por ter tantas escritoras atuantes no gênero. Neste momento da vida, me sinto feliz por integrar essa categoria, como leitora e como autora”, destaca.
O livro será apresentado pela escritora e professora doutora em Literatura Ana Adelaide Peixoto Tavares, que também assina o prefácio. Para ela, “Sandra viaja para a infância, para a família, para os quintais e para tudo o que permanece no invisível, mas que emerge quando se arruma a primeira mala aquela que nunca se esquece. É a casa-lembrança de que nos falou Bachelard”.
A coletânea reúne crônicas escritas durante um período de estudos em Portugal, nas cidades de Setúbal e Lisboa, quando a autora manteve sua colaboração com o Jornal A União. Os textos refletem sobre o tempo, o deslocamento, o cotidiano e o olhar sensível de uma mulher em trânsito entre territórios, memórias e afetos.
Professora do Departamento de Jornalismo da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Sandra Raquew é doutora em Sociologia (2009), mestre e especialista em Educação (2004) e graduada em Jornalismo (1997), todos pela UFPB. É autora e organizadora de diversos livros acadêmicos, entre eles Mídia Pandemia: estratégias contra a desinformação (2023) e Comunicação no semiárido brasileiro (2021), ambos pela Editora Marca da Fantasia. Integra o Núcleo de Estudos de Comunicação Comunitária e Local e coordena o Grupo de Pesquisa em Jornalismo, Gênero e Educomunicação (Objor-Semiárido).
Com “O caminho invisível”, Sandra Raquew amplia sua trajetória intelectual ao revelar uma escrita sensível, íntima e ao mesmo tempo profundamente conectada com o mundo. As crônicas transformam experiências pessoais em reflexões universais, costurando memória, deslocamento, pertencimento e identidade com delicadeza e profundidade. A obra convida o leitor a percorrer caminhos internos e externos, revisitanto afetos, revisando certezas e descobrindo que, muitas vezes, é no invisível no que não se vê de imediato que moram as histórias mais potentes e transformadoras.








